Saúde em Pauta

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Prevenção e tratamento de doenças
Publicação 30 jun 2026
Atualização 30 jun 2026

Hepatite: quais são os tipos e como se prevenir?

As hepatites virais afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Só no Brasil, mais de 826 mil casos foram confirmados entre 2000 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde.

Muitas vezes, a doença evolui sem causar sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do acompanhamento adequado.

Por isso, compreender o que é hepatite, como se pega a doença, quais são seus sintomas e como as vacinas funcionam é um passo importante para proteger o fígado e prevenir  complicações.

O que é hepatite?

Hepatite é o nome dado a toda e qualquer inflamação do fígado, e essas inflamações podem ter causas muito distintas.

Algumas hepatites são provocadas por vírus. Outras podem estar relacionadas ao consumo excessivo de álcool ou a alterações do sistema imunológico.

Há também a hepatite medicamentosa, causada pela exposição a medicamentos, fitoterápicos, ervas ou suplementos alimentares – o que reforça a importância de evitar a automedicação.

Mas as mais comuns são as hepatites virais. Elas podem ser do tipo A, B, C, D e E. Cada uma dessas letras identifica o tipo de vírus envolvido.

Independentemente da origem da doença, a inflamação dificulta o trabalho do fígado, que desempenha funções importantes no corpo.

Sem diagnóstico e acompanhamento adequados, os danos podem se acumular gradualmente e afetar a qualidade de vida.

Como se pega a hepatite?

A forma como se pega hepatite varia conforme o tipo da doença.

Nas hepatites virais, entender essa diferença é importante porque a transmissão não acontece da mesma forma em todos os casos:

Hepatites A e E: geralmente são transmitidas pelo consumo de água ou alimentos contaminados.

Hepatites B, C e D: podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado e pelas relações sexuais sem proteção. O compartilhamento de objetos com vestígios de sangue, como lâminas de barbear, alicates de cutícula, favorece esse tipo de transmissão, assim como a realização de procedimentos, como tatuagens e piercings, com materiais não esterilizados.

As hepatites não virais seguem uma lógica diferente.

Nesses casos, como você viu, a inflamação do fígado está ligada ao uso abusivo de álcool ou a alterações do sistema imunológico, e não há transmissão entre pessoas.

Quais são os sintomas da hepatite? 

Os sintomas de hepatite podem variar bastante de pessoa para pessoa e nem sempre aparecem logo no início da doença. Quando surgem, os sinais mais comuns incluem:

  • Cansaço intenso e mal-estar;
  • Pele e olhos amarelados;
  • Urina escura e fezes claras;
  • Falta de apetite;
  • Enjoo e vômito;
  • Dor abdominal.

Em alguns casos, esses sintomas podem ser leves e se confundir com viroses. Em outros, não chegam a aparecer, especialmente nas fases iniciais.

Por isso, check-ups e exames de rotina são importantes e podem ajudar a detectar a inflamação do fígado desde o início.

Como prevenir a hepatite?

A prevenção da hepatite passa tanto pelos cuidados do dia a dia quanto pela vacinação.

As medidas de proteção mudam conforme o tipo de vírus, mas envolvem evitar o contato com água e alimentos contaminados, reduzir o risco de exposição ao sangue e manter as vacinas sempre em dia.

Confira a seguir um resumo das principais formas de prevenção para cada tipo de hepatite:

Vale lembrar que pessoas vacinadas contra a hepatite podem apresentar níveis elevados de anticorpos no sangue. Esse tipo de resultado é esperado e é um sinal de imunização bem-sucedida, e não de doença ativa.

Se você não sabe quais doses já recebeu ou se tem alguma vacina de hepatite pendente, vale conferir as orientações oficiais. Acesse o Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, e veja quais estão indicadas para a sua faixa etária.

Como tratar a hepatite?

O tratamento da hepatite depende da causa da inflamação.

Em algumas situações, o próprio organismo consegue eliminar a infecção. Em outras, pode ser necessário usar medicamentos para controlar a doença e proteger o fígado ao longo do tempo.

De forma geral, as abordagens seguem a seguinte lógica:

Hepatites A e E: o organismo costuma eliminar o vírus naturalmente. O foco é aliviar os sintomas com repouso, hidratação e alimentação leve.

Hepatite B: não tem cura definitiva, mas os medicamentos disponíveis podem reduzir a quantidade de vírus no organismo, diminuir a inflamação e reduzir o risco de complicações, como a cirrose.

Hepatite C: hoje, a maioria dos casos pode ser curada com medicamentos antivirais disponibilizados gratuitamente pelo SUS.

Hepatite D: ocorre apenas em pessoas que já têm hepatite B. O acompanhamento busca controlar a progressão da doença e reduzir os danos ao fígado.

Em todos os casos, é importante evitar a automedicação. Remédios, suplementos e até produtos naturais podem sobrecarregar o fígado e agravar a inflamação.

Por isso, toda a condução do tratamento deve ser orientada por um profissional de saúde qualificado.

Manter consultas regulares e seguir as orientações de prevenção, incluindo a atualização da carteira de vacinação, são atitudes que ajudam a proteger o fígado ao longo da vida.

Quer continuar aprendendo sobre como cuidar da sua saúde? Confira outros conteúdos aqui no Portal Viver Bem.

Fontes: Ministério da Saúde (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7), Hepcentro, Associação Paulista de Medicina, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (1, 2, 3), Governo de Minas Gerais.

Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil