Família em foco

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Infância e Adolescência
Publicação 30 jun 2026
Atualização 30 jun 2026

Sono e crescimento das crianças: qual a relação?

A hora de dormir possui um papel essencial quando o assunto é crescimento infantil.

Segundo a Fundação Nacional do Sono (Fundasono), é durante o sono das crianças que cerca de 90% do hormônio do crescimento é liberado.

Por isso, a qualidade do sono infantil, especialmente nas suas fases mais profundas, pode influenciar como ossos, músculos e outras estruturas do corpo se desenvolvem ao longo dos anos.

Como o sono atua no crescimento?

Enquanto as crianças dormem, a glândula pituitária entra em ação, liberando o hormônio do crescimento, também conhecido como GH (por causa do termo em inglês growth hormone).

Essa substância percorre a corrente sanguínea, levando comandos para diferentes partes do corpo em desenvolvimento.

São esses comandos que determinam o alongamento dos ossos, o fortalecimento dos músculos e a regeneração das células, contribuindo para o ganho de altura, a formação da estrutura óssea e de tecidos importantes para o crescimento.

É como se o organismo das crianças aproveitasse o momento em que o corpo deixa de gastar energia com movimentos para se concentrar na construção da própria estrutura física.

Como a falta de sono afeta o desenvolvimento e o comportamento?

Quando o descanso não acontece como deveria, o impacto aparece rápido na rotina. Crianças que dormem pouco costumam ficar mais irritadas, alterar o humor com facilidade, ter dificuldade de se concentrar e demonstrar maior agitação ao longo do dia.

Com o tempo, a falta de sono também se relaciona ao risco de sobrepeso e obesidade. Isso acontece porque a privação de sono altera hormônios envolvidos na regulação do apetite, favorecendo a busca por alimentos mais calóricos, principalmente doces e lanches rápidos.

A saúde emocional e o comportamento acompanham essas mudanças.

A exaustão pode desencadear atitudes hiperativas ou impulsivas, prejudicando a convivência familiar e o desempenho escolar, mesmo quando não há nenhuma outra mudança aparente na rotina.

Qual é o tempo de sono recomendado por idade?

À medida que as crianças crescem, a necessidade diária de sono passa por alterações.

Para orientar as famílias, os especialistas indicam os seguintes intervalos aproximados de horas de sono diárias (incluindo cochilos para os menores):

Recém-nascidos (0 a 3 meses): 14 a 17 horas por dia;
Bebês (4 a 11 meses): 12 a 15 horas;
Crianças pequenas (1 a 2 anos): 11 a 14 horas;
Crianças em idade pré-escolar (3 a 5 anos): 10 a 13 horas;
Crianças em idade escolar (6 a 13 anos): 9 a 11 horas.

Manter a rotina dentro desses intervalos ajuda o relógio biológico a funcionar de forma mais previsível.

Esse equilíbrio favorece o metabolismo, a produção de hormônios e a proteção do sistema imunológico em cada etapa do crescimento.

Como criar uma rotina de sono saudável para as crianças?

Uma rotina de sono saudável começa com horários definidos para deitar e acordar.

Quando essa previsibilidade se repete dia após dia, o organismo passa a reconhecer com mais facilidade o momento de relaxar e entrar em descanso.

Alguns ajustes simples podem facilitar esse processo em casa:

  • Incentivar o gasto de energia com atividades físicas e brincadeiras ativas durante o dia;
  • Desligar celulares, tablets e televisão por cerca de 30 a 60 minutos antes de dormir, para não atrapalhar o início do sono;
  • Oferecer refeições mais leves no jantar, evitando açúcares em excesso;
  • Manter o quarto escuro, silencioso e com temperatura agradável;
  • Criar um ritual de calma noturno, como tomar um banho morno, vestir o pijama e ler um livro.

Essas escolhas ajudam a reduzir a resistência comum na hora de ir para a cama e tendem a tornar o adormecer mais rápido.

Quer descobrir mais formas de apoiar o desenvolvimento e o bem-estar na infância? Explore outros conteúdos sobre sono, crescimento e qualidade de vida aqui no Portal Viver Bem.

Fontes: Fundasono, Jornal de Pediatria SBP, Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Fundação Abrinq, Estadão, Baby Center, National Sleep Foundation, Frontiers in Endocrinology.

Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil