A cólica menstrual faz parte da rotina de muitas mulheres. Para algumas, ela aparece como um desconforto leve. Para outras, é uma dor intensa, capaz de atrapalhar o trabalho, os estudos e até atividades simples do dia a dia.
Segundo a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), entre 70% e 90% das mulheres em idade reprodutiva apresentam cólicas menstruais. Cerca de 10% convivem com sintomas mais intensos, que podem comprometer a qualidade de vida.
Embora seja comum, essa dor não deve ser ignorada. Em alguns casos, a cólica pode estar relacionada a condições como endometriose ou miomas. Por isso, entender a origem do sintoma é um passo importante para buscar alívio e cuidar da saúde.
O que é a cólica menstrual?

A cólica menstrual, chamada pelos médicos de dismenorreia, é uma dor que surge na região pélvica durante o período menstrual.
Ela acontece porque o útero se contrai para eliminar o revestimento interno que se formou ao longo do ciclo. Essas contrações são estimuladas por substâncias chamadas prostaglandinas. Quando produzidas em maior quantidade, elas podem aumentar a intensidade da dor.
Além do desconforto no baixo ventre, algumas mulheres também podem apresentar cansaço, dor lombar, dor de cabeça, náuseas e sensação de mal-estar.
Qual a diferença entre dismenorreia primária e secundária?
Nem toda cólica tem a mesma origem.
A chamada dismenorreia primária está relacionada às alterações naturais que acontecem durante a menstruação. Já a dismenorreia secundária ocorre quando a dor está associada a alguma condição ginecológica que precisa ser investigada.
Quando a dor interfere na rotina, não melhora com medidas habituais de alívio ou se torna cada vez mais frequente, é importante procurar avaliação médica.
Esse quadro pode estar relacionado a condições como a endometriose ou os miomas uterinos. Embora os miomas sejam tumores benignos, eles podem causar sintomas importantes, incluindo aumento do fluxo menstrual e dor pélvica.
Identificar a causa da cólica é fundamental para definir o tratamento mais adequado e melhorar a qualidade de vida.
O que pode ser cólica fora do período menstrual?
Nem toda dor pélvica acontece durante a menstruação.
Uma das causas mais comuns de cólica fora desse período é a dor da ovulação. Ela ocorre quando o ovário libera um óvulo durante o ciclo menstrual.
Segundo o Ministério da Saúde, em mulheres com ciclos regulares, a ovulação costuma acontecer aproximadamente 14 dias após o início da menstruação.
Nesse período, algumas mulheres podem sentir um desconforto leve em um dos lados da parte inferior do abdômen. Em geral, a dor dura poucas horas ou até dois dias.
Diferentemente da cólica menstrual, a dor da ovulação costuma ser passageira e não está necessariamente associada a problemas de saúde.
O que pode melhorar a cólica menstrual?
Quando a cólica não está relacionada a uma doença ginecológica, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o desconforto.
Uma das estratégias mais conhecidas é a aplicação de calor na região abdominal. O calor ajuda a relaxar a musculatura e pode diminuir a intensidade das contrações uterinas.
Outros hábitos também podem contribuir para tornar esse período mais confortável:
- Manter uma alimentação equilibrada: reduzir o consumo excessivo de sal, doces e cafeína pode ajudar a diminuir o inchaço e o desconforto.
- Praticar atividade física regularmente: exercícios estimulam a liberação de endorfinas, substâncias associadas à sensação de bem-estar.
- Consumir chás, quando orientado por um profissional de saúde: opções como camomila e gengibre costumam ser associadas ao relaxamento e ao conforto digestivo.
- Reservar momentos para descanso: respeitar os limites do corpo também pode contribuir para o alívio dos sintomas.
Adotar essas práticas ao longo do ciclo, especialmente nos dias que antecedem a menstruação, pode reduzir a intensidade dos sintomas e tornar esse período mais leve.
A cólica menstrual é apenas um dos temas que fazem parte da saúde da mulher. Explore outros conteúdos sobre bem-estar e qualidade de vida aqui no Portal Viver Bem.
Fontes: Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sociedade Brasileira de Clínica Médica, MSD Manuals (1, 2), Conselho Federal de Farmácia, Ministério da Saúde.